29/03/2017

Norberto Dorantes em Lisboa

Norberto Dorantes, Mexicano a viver em Buenos Aires, está em Lisboa para orientar uma Oficina de Desenho. Será este Sábado 1 de Abril, pelas 10:30h, na Casa Atelier Vieira da Silva. Este workshop está inserido nas programações de Um Ano a Desenhar para o Futuro, e da Lisboa, capital Ibero-Americana de Cultura.
Para mais informações e inscrições, enviem um email para casa-atelier@fasvs.pt

Às 16h deste mesmo Sábado, terá também lugar uma conferência sobre o seu trabalho em diário gráfico, no auditório do Museu Vieira da Silva, junto ao Jardim das Amoreiras.
Imperdível!



21/03/2017

Portugal by Urban Sketchers

É já esta sexta feira que é lançado o novo livro da Zest Books, "Portugal by Urban Sketchers". Vai ser no Salão Nobre do Museu de Arqueologia. Imperdível!
Tenho apenas um desenho no livro, mas gosto dele por uma dúzia.

This Friday is the launch of the new book from Zest Books, "Portugal by Urban Sketchers". It´s going to be on the Nobel sallon at Museu de Arqueologia. Don´t miss it!
I´ve got only a single drawing, but I like it a lot.



19/03/2017

O massacre dos Judeus

Foi na Igreja de São Domingos que teve início um dos maiores massacres da história de Lisboa. Durante uma missa de Domingo a 19 de Abril de 1506, e numa altura de muita fome e miséria em Lisboa, resultado da seca persistente e da peste, alguém jurou ver no altar uma imagem de Cristo iluminado, que só podia ser um sinal de esperança e milagre. Um cristão novo insistiu que era apenas o reflexo de uma luz, e, sob a ira dos crentes, foi espancado até à morte.
Nos 3 dias seguintes, foi feita uma perseguição impiedosa aos judeus de Lisboa, que resultou em cerca de 4.000 mortos, muitos deles (homens, mulheres e crianças) queimados junto desta mesma igreja de São Domingos.

Fiz este desenho no dia de Carnaval, sentado na pedra que suporta o pequeno monumento de homenagem a essas vítimas, e durante o tempo em que fiz o desenho não me consegui esquecer nunca desse triste acontecimento há mais de 600 anos.

It was in São Domingos Church that one of the greatest massacres in the history of Lisbon began. During a Mass on Sunday, April 19, in the year of 1506, during a time of great hunger and misery in Lisbon, as a result of persistent drought and plague, someone swore to see on the altar an image of a enlightened Christ , which could only be a sign of hope and miracle. A young Christian insisted that he was only the reflection of a light, and, under the wrath of the cristians, he was beaten to death.
In the following three days, a merciless persecution of the Lisbon Jews was carried out, resulting in about 4,000 deaths, many of them (men, women and children) burned close to this same church of São Domingos.

I made this drawing on Carnival day, sitting on the stone that supports the small memorial to these victims, and during the time I drew, I never forgot this sad event.


Igreja de São Paulo


07/03/2017

Nuno Saraiva

As oficinas da Casa Atelier Vieira da Silva, conheceram este Sábado um diferente formador, quando comparado com os que o antecederam. O Nuno Saraiva não é urban sketcher, mas sim ilustrador. E dos bons. Falou-nos apaixonadamente dos seus desenhos em cadernos, que utiliza apenas quando viaja. Mostrou-nos os que fez numa viagem a Angola, e contou as estórias que cada um encerrava. Provavelmente vai dar um livro, e ainda bem.

The workshops at Casa Atelier Vieira da Silva, had this Saturday a different instructor, when compared with the ones before. Nuno Saraiva is not urban sketcher, but an illustrator. And a good one. He spoke passionately about his drawings in sketchbooks, which he uses only when he travels. He showed us the ones he made on a trip to Angola, and told each one stories. At the end, probably will turn into a book, hopefully.


24/02/2017

Sessão de modelo na Casa Atelier Vieira da Silva | Nude model session at Casa Atelier Vieira da Silva.





22/02/2017

Vasco - 8 anos!

O meu filho Vasco fez hoje 8 anos, e recebeu uma bicicleta de presente. Os desenhos ajudam-me a perceber que ando sem imaginação, mas talvez equilibrado e justo. Para perceber o que digo, é preciso recuar dois anos e meio, e ver este post AQUI.

My son Vasco celebrates his 8th birthday today, and he received a bike. The drawings help me realize that I´m having, probably a lack of imagination, but maybe balanced and fair. To understand what I just said, we need to go back two and a half years, and see this post HERE.


20/02/2017

Filipe Pinto

Conheci o Filipe Pinto naquele que foi, seguramente, um dos dias importantes da minha vida, o dia em que me tornei Urban Sketcher. Foi a 1 de Setembro de 2012, um Sábado quente de Verão, e a pretexto de um workshop de um (para mim) desconhecido Richard Câmara, que fiz os primeiros desenhos num caderno. Desde então que nos cruzámos muitas vezes, em workshops ou encontros, eu sempre com uma curiosidade de menino, a espreitar os cadernos do Filipe, e a perceber como ele, também como eu, andava a evoluir nisto dos desenhos em caderno.
Já o tinha comentado com alguém, mas nunca com ele, e disse-lhe este Sábado, no Museu do Carmo: eu acho mesmo que os desenhos são iguais às pessoas que os fazem. Dei exemplos dos desenhos do José Louro e do Salavisa, que tanto admiro, e de como eles são iguaizinhos àquelas linhas. Alguém que conheça, por exemplo, o João Catarino, não entende que aquela poesia feita com pincéis é igualzinha ao sujeito? Como o Filipe Pinto, que tem desenhos como ele, pacientes, programados e silenciosos, mas afinal tão ricos por detrás daquelas linhas e aguarelas sem imperfeições. Dali não se espera uma coisa estouvada, nem no caderno nem na pessoa.

Desenhei e escrevi parte da palestra do Filipe, e coisas soltas do Museu do Carmo. 
Será que os meus desenhos também de parecem comigo?

I met Filipe Pinto in a day that was surely one of the important ones of my life, the day I became an Urban Sketcher. It was on September 1st in 2012, a hot summer Saturday, and under the pretext of a workshop of one (for me) unknown Richard Câmara, that I made the first drawings in a sketchbook. Since then we have often met in workshops or meetings, always with such a curiosity, peeking at Filipe's sketchbooks, and realizing how him, like myself, was progressingin this sketchbook thing.
I had already mentioned it with someone, but never with him, and I told him this Saturday at the Carmo Museum: I really think the drawings are similar to the people who makes them. I gave examples of the drawings of José Louro and Salavisa, which I admire so much, and how they are similar to those lines. Someone who knows, for example, João Catarino, does not understand that that poetry made with brushes is just like him? Like Filipe Pinto, who has drawings like him, patients, programmed and silent, but after all so rich behind those lines and watercolors without imperfections. From there you do not expect anything out of place, neither in the sketchbook nor in the person.

I drew and wrote part of Philip's lecture, and loose things from the Carmo Museum.
Do my drawings also look like me?



12/02/2017

World Sketching Tour - a tournée

O Luís Simões fez uma pausa ao fim de quase 5 anos, antes de retomar a extraordinária aventura de desenhos pelo mundo fora. Este Sábado inaugurou uma exposição na Casa Atelier Vieira da Silva, onde mostrou cadernos e desenhos originais, seguida de uma conferência. Falou do propósito da viagem, os desafios que encontrou mas também dos medos. Que ao que parece já perdeu porque em breve volta "à estrada" para terminar a jornada, América e África são os senhores continentes que se seguem.

Créditos fotográficos Anisa Subekti

After almost five years,Luís Simões did a pause in his extraordinary adventure of drawings around the world. This Saturday open an exhibition at the Casa Atelier Vieira da Silva, where he showed original sketchbooks and drawings, followed by a conference. He spoke of the main purpose of the journey, the challenges he found, but also the fears. The last ones seems he have already lost because he will soon returns "to the road" to end the journey, America and Africa are the next continents.

Photographic credits Anisa Subekti